quarta-feira, 28 de abril de 2010

Colores, Colores.





O mundo seria chato e triste sem as cores (cores, cores...)
Sem o arco-íris, que pinta as flores
Sem o céu azul, as nuvens vermelhas
Sem a vida verde que pinta as folhas.
O mundo seria chato e triste sem as cores (cores, cores..)

Cores de pele
Cores de olhos
Cores de cabelos
Cores, cores...
A mesma cor nos pinta por dentro
As mesmas cores dos sentimentos.
O mundo seria chato e triste sem as cores (cores, cores...)

Tantas crianças de cores,
Tantos sonhos e ilusões,
Cores, Cores...
Tantos sorrisos brilhantes
Tantos pequenos gigantes
Cores, Cores...

O mundo seria chato e triste sem as nossas cores.

Tem gente no mundo que pensam que são superiores (cores, cores...)
Que querem separar a nós todos pelas nossas cores (cores, cores...)
E começam até começam guerras, são malvadas
Com todos os que tem a pele diferente.
O mundo seria chato e triste sem as ccores (cores, cores...)

Cores de pele,
Cores de olhos,
Cores de cabelos,
Cores, Cores..
A mesma cor nos pinta por dentro
A mesma cor dos sentimentos.


Bacilos - Colores, Colores.

domingo, 18 de abril de 2010

Os Pássaros

The Birds (1963, Alfred Hitchcock).




Quinquagésimo filme do mestre do suspense, 'Os Pássaros' foge à regra e ao estilo padrão do diretor. No filme, Melaine Daniels (Tippi Hendren - ressuscitando sua carreira através deste filme) é a 'loira' já padronizada nos filmes de Hitchcock que se encontra com Mitch Brenner (Rod Taylor) em uma loja de animais e decide segui-lo até Bodega Bay.


Ao invés de conhecer o rapaz e seguir uma história de amor, a vida do casal se torna complicada quando a mãe do bonitão, outra figura já conhecida nos filmes de Hitchcock – a da mãe psicologicamente conturbada, Annie Hayworth (Suzanne Pleshett) se mostra intolerante com a mocinha da história. Eis que então sucede-se uma anomalia na região quando pássaros começam a atacar os habitantes da pequena Bodega Bay. O que parece ser um fenômeno estranho para Melaine, para os habitantes da cidade fica bem claro que esta ‘praga’ tenha sido trazida pela moça.


‘Os Pássaros’ torna-se um filme completamente homônimo dentro das obras do autor quando notamos a atmosfera sobrenatural que o filme trás em primeiro plano. Ora, Hitchcock é conhecido pelos seus suspenses policiais e assassinos humanos. Os homicidas, no caso, são os Pássaros do filme que atacam e destroem a tudo e a todos sem uma razão aparente. Não há um desdobramento de início, meio e fim nesta história: traduz-se, então, por uma série de acontecimentos, sem ‘happy-end’ ou até mesmo um ‘end’ com um porquê dos acontecimentos. O ponto chave aqui não são os pássaros assassinos nem o porquê deles o serem. Hitchcock explora o psicológico dos habitantes da cidade.

Na parte técnica do filme, destaca-se, principalmente, a montagem. A forma com que Hitchcock escolheu para realizar os ataques dos pássaros impressiona. O uso de sobreposição de películas é constante, principalmente na hora dos ataques. Na cena em que Melaine está na cabine telefônica, enquanto há do lado de fora um grande ataque, segundo os extras do DVD, há 3 películas sendo rodadas ali: a atriz na cabine, os pássaros atacando e uma pintura por trás. Uma pintura! Não há de se poder deixar de escapar, é claro, a costumeira aparição do diretor logo no início do filme, saindo da loja de animais com dois cachorros.


Sem falar na trilha sonora. Aliás, qual? O filme não conta com, definitivamente, nenhuma música. Desde os créditos iniciais, tudo o que ouvimos são os gritos e os estardalhaços dos pássaros, voando e batendo as asas. O que faz com que o filme ainda aumente sua gama de sobrenatural, ainda mais tenso.


“Os Pássaros” está entre o topo nos melhores filmes do diretor. Sem dúvida, para os anos 60, foi um filme inovador e cheio de recursos ainda não tão utilizados nos demais filmes da época. A pequena e pacata Bodega Bay não mais seria tão pacata nem tão pequena depois de Hitchcock enchê-la de pássaros anômalos.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Aqui haver-se-ão críticas. Filmes, teatro e o que houver para se criticar.